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           Não é de hoje que surgem na mídia inúmeras notícias de agressões contra homossexuais, no ano de 2010 grande foram as agressões causadas por homofobia registradas, geralmente os agressores são adolescentes.

            Em Novembro de 2010 tivemos um caso de total impunidade o caso do jovem agredido na avenida paulista por um grupo de 4 adolescentes após uma passeata  já tradicional no estado de São Paulo.

“Os homofóbicos continuaram em sua jornada de ódio e com lâmpadas fluorescentes, atacaram Luis Alberto de 23 anos, estudante de jornalismo. “Quando passaram pela gente, vimos que um deles levava duas lâmpadas grandes nas mãos. Ele me chamou. Quando virei, ele já me atacou no rosto com a lâmpada. Em seguida, usou a outra lâmpada. Se não tivesse reagido, teria apanhado menos, mas eu não me arrependo”, contou Luis. Como estavam em maior número, os cinco marginais imobilizaram Luis e continuaram a bater. “Me deram uma chave de braço e continuaram a bater”, disse Luis Alberto de 23 anos.”

        

         Esse fato ocorrido na avenida paulista foi noticiado em vários veículos de informação, mas o grande problema é que muitos outros fatos como, ou piores que esse, acontecem a todo o momento em todo o Brasil, pior, sem que tomemos conhecimento. São tantas coisas envolvidas nessa atitude absurda, que nem sei por onde começar.

          Óbvio que as agressões são absurdas e odiosas, mas também vale pensar na atitude da mãe de um dos envolvidos na agressão cujo classificou esse ato de barbárie como “apenas uma atitude infaltil”, será que se fosse o contrário ela continuaria com essa opinião? Creio que certamente não.

            Mesmo diante de tudo isso, de toda essa violência gratuita motivada pelo ódio aos LGBTs, autoridades e religiosos, alegam não ser necessário aprovar a lei que criminaliza a homofobia. Enquanto isso, as pessoas continuarão sendo espancadas e mortas apenas por serem, ou serem vistas como, homossexuais. Até quando será assim???

       fonte de trechos citados  http://www.nossostons.com/2010/11/gay-agredidos-homofobicos-paulista.html

Achei também uma matéria do final de Novembro de 2010 que retrata exatamente o que abordamos nesse post.

“Pesquisas mostram aumento da violência contra homossexuais”

Agressões causadas por homofobia estão longe de constituir casos isolados. Algumas pesquisas registram mais de 200 assassinatos de homossexuais por ano no País. Somados todos os tipos de agressão somente no Rio de Janeiro, de junho do ano passado até agora, já foram registradas 776 ocorrências.

De acordo com o superintendente de Direitos Individuais e Coletivos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do estado, Cláudio Nascimento, os dados permitem fazer uma projeção segundo a qual o número de casos de discriminação da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) atinge entre 10 mil e 12 mil por ano no País.

Impunidade
O presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ressaltou que das mortes registradas no ano passado, “menos de 10% tiveram prisão ou responsabilização criminal dos assassinos”.

Para o deputado, diante dessa realidade, faz-se necessário, “mais que em qualquer outra circunstância”, realizar uma grande campanha de mobilização pela aprovação do projeto que criminaliza a homofobia, em análise no Senado. “Temos consciência de que uma lei, no primeiro momento, não vai mudar a cabeça das pessoas, mas vamos reduzir a impunidade”, defendeu.

 

Criminalização do preconceito
Duas mães de jovens vítimas de violência devido à homofobia também reivindicaram a aprovação da proposta. Angélica Ivo, mãe de Alexandre Ivo, jovem de 14 anos assassinado no Rio de Janeiro em junho deste ano, argumentou que “ninguém tem de tolerar ninguém, temos que conviver bem com a diversidade, com respeito à vida. Algo emergencial deve ser feito”.

Viviane Marques, mãe de Douglas Marques, baleado no Parque Garota de Ipanema (RJ) no último dia 14, segundo disse, por militares, também defende a aprovação de uma lei específica contra esse tipo de crime. “As pessoas têm que ter liberdade de ser quem são. Está complicado ser livre neste País”, sustentou.

Mobilização
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) cobrou mais mobilização dos movimentos de defesa dos homossexuais. Sem isso, na opinião do deputado, dificilmente o Parlamento vai aprovar conquistas para a categoria. Segundo Alencar, “a maioria dos parlamentares não têm nenhum compromisso com os problemas levantados nesse debate”.

O antropólogo Luiz Mott aconselhou a população LGBT a mobilizar-se. “Uma medida simples, que qualquer um pode acionar, é cada vez que encontrar uma notícia ou manifestação homofóbica mandar uma cartinha desconstruindo esse monstro que é a homofobia”, disse Mott, que também é autor do livro Violação dos Direitos Humanos e Assassinatos de Homossexuais no Brasil.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/151535-PESQUISAS-MOSTRAM-AUMENTO-DA-VIOLENCIA-CONTRA-HOMOSSEXUAIS.html

Por. Jéssica Macêdo Vieira

 

“Sucesso.” Foi assim que Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) definiu em uma palavra a 1ª Marcha Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, que aconteceu nesta última quarta-feira,19, em Brasília. O presidente comemora o apoio para a execução do Plano Nacional LGBT, em que 14 dos 18 ministérios solicitaram audiência na ocasião. Com cerca de 3 mil pessoas, os organizadores enfatizaram a conquista do objetivo da marcha, de reivindicação. “Teve um caráter político, de mobilização social e cobrança, um pouco diferente da característica das paradas, e os jovens, maioria no evento, entenderam isso”, comenta o coordenador da Marcha e presidente do grupo de movimento gay Elos, de Brasília, Evaldo Amorim.

Um em cada quatro brasileiros é homofóbico. Os dados são da pesquisa nacional “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil. Intolerância e respeito às diferenças sexuais nos espaços público e privado” realizada pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com Rosa Luxemburg Stiftung, em 2008. Em matéria publicada no jornal O Globo, o coordenador da pesquisa, o sociólogo da USP Gustavo Venturi diz que as pessoas não têm constrangimento em assumir o preconceito contra LGBT. O motivo seria uma ausência de crítica da sociedade em relação a esse comportamento.

Conscientização

Eugênio Ibiatino dos Santos, organizador da passeata LGBT de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro – que acontece todos os anos – atenta para a realidade de violência cometida contra homossexuais. “A maioria dos crimes não é noticiada.” Para que a população comece a se conscientizar dos maus-tratos e preconceitos, Santos sugere que o trabalho seja feito desde a educação nas escolas. “A questão da homossexualidade deve estar nas aulas de educação sexual e a homofobia deve ser esclarecida desde então.”

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/tendencias-debates/a-luta-contra-o-preconceito-a-gays-no-brasil/ (com adaptações.)

Homofobia na Mídia

            Não é difícil de notar que as emissoras de TV estão cada vez mais empenhadas em demonstra à realidade vivida por muitos brasileiros. E o assunto mais comentado na mídia atual é a homossexualidade e homofobia, onde atualmente são abordados na novela das 5h e também na novela das  7h que tem um grande índice de audiência.

            Certamente isso motiva as pessoas  terem uma dimensão maior sobre os problemas vividos pelos homossexuais, tanto na parte de aceitação da família como também na parte do preconceito. “Malhação” e “TiTiTi” são dois grandes exemplos de novelas aonde ambas vem mostrando a situações que normalmente acontecem com muitos homossexuais.

            

     

Achei uma reportagem super bacana onde vem fazendo um resumo da série Malhação ( pra mim e novela rs) exatamente sobre a questão da homossexualidade e da homofobia.

Série Global, Malhação, discute homossexualidade e homofobia 15/12/2010 

            A Malhação está abordando a discussão sobre a homofobia e homossexualidade. Talvez o tema tenha sido incorporado na trama devido às recentes agressões físicas contra homossexuais que foram noticiadas pela mídia. A Malhação já tem tradição em discutir temas polêmicos: preconceito racial, preconceito contra pessoas que vivem com HIV/Aids, gravidez na juventude, maioridade penal, entre outros. Além disso, a questão da homossexualidade já foi discutida em episódios passados. No começo de 2010, um dos alunos assumiu a homossexualidade, manifestou que estava gostando de um colega da escola e ainda conheceu outro gay recém chegado no colégio. Sem dúvida, a série tem enorme impacto educacional sobre os(as) jovens, LGBT ou não, e até sobre adultos e idosos que acompanham diariamente seus episódios.

            A discussão sobre homofobia na série incluiu o tratamento que é dado aos homossexuais, a informação sobre a sigla GLBTTT (embora esteja em dissonância com a proposta decidida em conferência nacional pelo movimento LGBT organizado), o significado da palavra “homofobia”, usando até a palavra “homossexualismo” que rejeitada por muitos(as) militantes porque conota doença.

             Trata-se de uma discussão polêmica, pois cada um(a) tem posicionamentos diferentes e, muitas vezes, divergentes sobre o mesmo assunto. Também não podemos ignorar que a novela, por um lado, expressa “pontos de vistas” de um determinado “grupo social” e de seus autores, portanto, que mantém o “poder” e o “domínio” sobre quais vozes são representadas, ou seja, sobre o que é transmitido ou não, que tipo de abordagem é feita, etc.

            A novela tem um potencial educacional riquíssimo. Porém, resta saber se a abordagem sobre a homofobia na Malhação será capaz de não apenas fazer as pessoas refletirem sobre a discriminação contra homossexuais, mas também mudarem suas atitudes em relação à LGBT. E vocês, o que acharam dessas abordagens da Malhação?

            Ainda tem a personagem Duda que não atende as expectativas sociais da feminilidade hegemônica e, muitas vezes, enfrenta discriminação. O texto interpretado pela atriz no quadro “Diário de Duda” é enfático “Abra sua mente, gay também é gente”, relembrando Os Mamonas Assassinas e vale a pena assistir.

Fonte:http://www.gay1.com.br/2010/12/serie-global-malhacao-discute.htm

Por.  Jéssica Macêdo Vieira

Por que uma criança não pode ter dois pais ou duas mães??

O Brasil oficializou sua primeira adoção em 2005, o casal privilegiado foram duas mulheres do interior gaúcho. Em uma adoção como essa o juiz não declara pai ou mãe mais sim ” filha delas”. Uma atitude como essa deveria ocorre mais vezes existem tantos pais e mães homossexuais que buscam a adoção ou a guarda de crianças que precissam de muito carinho , atenção e amor. E o amor e atenção que essas crianças precisamnão precisa ser de PAI e Mãe juntos , mais sim de pessoas que a amam muito e querem ser seus papais e mamaes.

Encontrei um site de uma organização homossesual que forma uma religião e acolhe pais e filhos homossesuais sua discrição diz asssim:

“Somos um grupo de homossexuais católicos que encoraja a animação da fé com homossexuais e suas famílias e que, acompanhado por um número cada vez maior de homossexuais de todas as idades, está a lançar um novo olhar à Igreja Católica, reclamando a sua pertença ao Corpo de Cristo e à Sua Igreja, descobrindo e trabalhando empenhadamente para um novo espírito de abertura ao nível dessa mesma Igreja.

A todos os homossexuais católicos, deixamos também uma palavra de alento, para que sejam uma luz na escuridão do mundo e quando a Igreja vive na escuridão do mundo, sejam uma luz na escuridão da Igreja.”

http://rumosnovos.site40.net/index.php

Fonte:

Rumos novos, O globo



Com um homossexual assassinado a cada dois dias, o Brasil passou a ser considerado o país mais homofóbico do mundo. O México vem em segundo no ranking, com 35 casos no ano passado, e os Estados Unidos, em terceiro com 25 assassinatos.

A ONG Conexão G revelou que o número de mortes violentas de homossexuais pode ser maior, já que muitos casos não são devidamente registrados porque a família geralmente não informa a orientação sexual da vítima.

O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, ameaça denunciar o governo brasileiro à Organização das Nações Unidas e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos. Segundo ele, bater e matar homossexuais virou diversão popular. Para Marcelo, não é possível o governo ficar de braços cruzados assistindo o que chamou de ‘homocausto’, ou seja, o holocausto de homossexuais.

Fonte: Terra

Olá Pessoal meu nome e Jéssica faço parte do grupo, e a postagem no blog hoje vai ser pouquinho diferente, bom diferente pelo fato de que colocarei aqui o que possivelmente acontece dentro de quase todas as famílias que tem um filho, um irmão enfim um parente homossexual.

Fico me perguntando até onde vai esse preconceito que muitas vezes vem ocorrer primeiramente dentro da própria família, como aconteceu na minha. Sou Heterossexual porem tem familiares e amigos homossexuais e presenciei algumas situações constrangedoras e até mesmo de violência partindo da própria família contra a opção sexual de seus familiares.

Tenho um primo de 19 anos que e homossexual e sofreu muito para que minha família o aceitasse, meu primo só veio se assumir quando tinha seus 15 anos, sempre conversei muito com ele e a todo o momento a principal preocupação dele era em decepcionar o pai e o resto da família, chegou se relacionar com algumas mulheres mais no final não passava de um mês. A primeira atitude que meu tio teve quando meu primo falou que era homossexual foi parti pra cima dele falando que não criou homem pra ser mulherzinha, que não sabia o porquê da decisão dele, chegou até força ele a fazer um tratamento psicológico, que escolha dele era e era coisa a de gente doente, enfim palavras que certamente machuca mais do que um murro na cara, mais infelizmente ocorreu também agressão física, hoje meu primo não mora na mesma casa que meu tio, e pra mim a pior parte e que em datas comemorativa como natal, dias dos pais, páscoa quando família toda ta unida ele evita participar pra não encontra com pai, até porque eles não se falam, e ao mesmo tempo quem sofre pelos dois e minha tia que tem ficar em cima do muro sem saber quem apoiar.

Outras pessoas neste momento devem ta passando ou já passaram pelas mesmas situações ou até mesmo piores, enfim relatei isso pra mostra que na maioria das vezes a primeira demonstração homofóbica acontece dentro de casa e partindo da própria família.

Os comentários ficam abertos então para discutir, colocar experiências vividas, opinar e relatar também como foi se assumir e se a família reagiu de uma forma aceitável ou se ocorreu uma rejeição como aconteceu com meu primo.

 

 

Por: Jéssica Macêdo Vieira

Só 1% dos brasileiros maiores de 16 anos não têm preconceito contra homossexuais. Entre 26% e 29% – mais de um quarto da população- assumem não gostar de gays, lésbicas, travestis ou transexuais. Os demais até disfarçam, mas 99% caíram na malha fina de uma pesquisa nacional feita pelas fundações Perseu Abramo, ligada ao PT, e Rosa Luxemburgo, mostra reportagem de Soraya Aggege, publicada neste domingo pelo jornal ‘O Globo’

– O que mais chama a atenção na pesquisa é a quantidade de brasileiros que admitiu preconceito contra homossexuais. Em duas pesquisas anteriores, 4% admitiram ter preconceito contra negros (2003) e também 4% contra idosos (2006) – disse o professor de sociologia da USP Gustavo Venturi, coordenador das três pesquisas.

A pesquisa sobre homofobia, que ouviu 2.014 brasileiros em 150 cidades, fez um retrato do preconceito em três dimensões: o assumido, o disfarçado e o “dos outros”. Entre os preconceituosos assumidos, 16% admitiram ter forte preconceito, ao ponto de considerarem os homossexuais como “doentes”, “safados” ou “sem caráter”.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/02/07/pesquisa-mostra-que-99-dos-brasileiros-tem-preconceito-contra-homossexuais-754312558.asp ( com adaptações.)